Olá {{nome_leitor | apaixonado por IA}}!

Antes de começarmos, um obrigado rápido a todos os que responderam ao formulário que partilhei na última edição.

As respostas foram mesmo úteis.
Ajudaram-me a perceber melhor duas coisas: o que estás a tentar fazer com IA e onde é que ainda existem bloqueios no dia a dia.

Duas coisas apareceram muitas vezes nas respostas:

  • Prompts prontos a usar

  • Como usar IA na vida pessoal e na produtividade

A edição de hoje junta exatamente essas duas ideias.

Porque a verdade é simples: todos temos tarefas que temos de fazer, mas que não gostamos nada.
Emails, organizar informação, responder a mensagens, preparar textos, pesquisar coisas…

Hoje vou mostrar-te um prompt que te ajuda a identificar essas tarefas e depois usar IA para as tornar mais rápidas ou mais simples de fazer.

Na prática, é uma forma de pôr a IA a tratar da parte chata.

TUTORIAIS E PROMPTS

Usar IA para fazer coisas chatas por ti

Uma coisa curiosa quando começas a usar IA com mais frequência é perceber isto:

há muitas tarefas no dia a dia que não são difíceis.

São apenas… chatas.

Emails.
Organizar informação.
Responder a mensagens.
Pesquisar coisas.
Preparar textos.

Coisas pequenas, mas que aparecem todos os dias.

Foi por isso que decidi experimentar um prompt diferente.

Em vez de pedir diretamente ajuda para uma tarefa, pedi à IA para me ajudar a descobrir quais são as tarefas que eu devia estar a delegar.

Porque muitas vezes o problema nem é a ferramenta.
É nem sabermos bem o que vale a pena automatizar.

O prompt que usei foi este:

Quero que atuas como especialista em produtividade com IA.

O teu objetivo é ajudar-me a identificar tarefas que tenho de fazer mas que não gosto e depois mostrar-me como usar inteligência artificial para as tornar mais rápidas ou automáticas.

Segue estes passos:

PASSO 1 — Brainstorm
Faz-me 10 perguntas rápidas para identificar tarefas que:
- tenho de fazer regularmente
- me fazem perder tempo
- não gosto de fazer
- são repetitivas ou administrativas

Inclui exemplos como:
emails, relatórios, organização de informação, responder a mensagens, criação de conteúdo, pesquisa, planeamento, etc.

PASSO 2 — Seleção
Com base nas minhas respostas:
1. Resume as tarefas que identifiques.
2. Ajuda-me a escolher a que tem maior potencial para ser melhorada com IA.

PASSO 3 — Redesenhar a tarefa
Analisa a tarefa escolhida e explica:
- quais são os passos que normalmente faço
- quais desses passos podem ser feitos ou acelerados com IA

PASSO 4 — Implementação
Ensina-me como usar IA para fazer essa tarefa.

Inclui:
- um método simples passo a passo
- prompts que posso usar
- ferramentas recomendadas (se fizer sentido)

PASSO 5 — Otimização
Sugere formas de tornar este processo ainda mais rápido no futuro (templates, automações, etc.).

Explica tudo de forma simples e prática. Deves passar passo a passo e só avançar quando eu confirmar.

Na prática, isto transforma a IA numa espécie de consultor de produtividade pessoal.

Primeiro faz perguntas para perceber onde estás a perder tempo.
Depois ajuda-te a escolher uma tarefa concreta.

E só depois entra na parte interessante:
como redesenhar essa tarefa com IA.

Por exemplo, no meu caso rapidamente apareceram ideias como:

  • Emails/ relatórios repetitivos: criar respostas base que a IA adapta em segundos.

  • Organizar informação: resumir notas longas ou documentos.

  • Ideias para jantar: pedir sugestões com base no que tens no frigorífico.

Nada disto é revolucionário.

Mas quando a IA te guia passo a passo, fica muito mais fácil perceber onde realmente podes ganhar tempo.

Agora, quando tenho uma tarefa que não me apetece fazer, começo por correr este prompt.

E quase sempre aparece uma forma mais rápida de a resolver.

ÚLTIMAS DE IA

A OpenAI anunciou o GPT‑5.4, o seu novo modelo de fronteira para trabalho profissional.

O modelo está disponível no ChatGPT (como GPT-5.4 Thinking), na API e no Codex. A empresa também lançou o GPT-5.4 Pro, uma versão orientada para tarefas mais complexas que exigem o máximo desempenho.

O GPT-5.4 combina avanços recentes em raciocínio, programação e workflows agênticos. Entre as novidades estão melhor utilização de ferramentas, maior eficiência no uso de tokens e suporte para tarefas longas com até 1 milhão de tokens de contexto.

Porque importa

  • Agentes mais capazes: o modelo tem capacidades nativas de utilização do computador, permitindo a agentes operar aplicações, sites e sistemas de software.

  • Trabalho profissional melhorado: apresenta ganhos em tarefas comuns de escritório como folhas de cálculo, apresentações e documentos.

  • Menos erros factuais: segundo a OpenAI, o modelo reduz significativamente respostas incorretas em comparação com o GPT-5.2.

  • Melhor uso de ferramentas: agentes conseguem escolher e usar ferramentas externas de forma mais eficiente em workflows complexos.

Opinião: este até poderia ser só mais um “update” do ChatGPT. Mas assim que experimentei o GPT-5.4 (que nem sabia da novidade quando abri), fiquei admirado com a qualidade. Não só pela melhoria do código (do trabalho da app que estou a fazer) mas também em deep research, uma das funções que mais uso para o meu trabalho na clinica. Nem sempre tenho todos os melhores e mais recentes na cabeça. Mas com o deep research consigo manter me atual e obriga-me também a verificar novas coisas e aprender mais sobre a minha área. Mas quando fui verificar todos os estudos e referências que deu, não encontrei um único erro. Um único.

Pode ser prematuro, mas parece me mesmo que este update está mesmo bom. Principalmente para tarefas que exijam raciocínio mais académico. Não te substitui a ti. Mas acredita que faz muito do trabalho pesado no que toca à pesquisa.

Um novo estudo da Anthropic analisou como a IA pode estar a afetar o mercado de trabalho e propôs uma nova forma de medir esse impacto, chamada “exposição observada”.

Esta métrica combina duas coisas:

  • o que os modelos de linguagem teoricamente conseguem fazer

  • e como estão realmente a ser usados no trabalho

Os resultados mostram que a IA ainda está longe de atingir todo o seu potencial prático. Em muitas áreas, apenas uma pequena parte das tarefas que poderiam ser automatizadas está realmente a ser feita por modelos.

Porque importa

  • Sem aumento claro de desemprego: até agora não há evidência consistente de que a IA tenha aumentado o desemprego desde o lançamento do ChatGPT.

  • Algumas profissões são mais expostas: programadores, apoio ao cliente e profissionais de análise de dados estão entre os mais afetados.

  • Diferenças demográficas: os trabalhadores mais expostos tendem a ser mais velhos, mais qualificados e com salários mais elevados.

  • Possível impacto na contratação: há sinais de que as empresas podem estar a contratar menos jovens em profissões mais expostas à IA.

Opinião: O dado mais interessante não é que a IA esteja a destruir empregos, porque os dados ainda não mostram isso. O sinal mais subtil está noutro lado: na entrada do mercado de trabalho.

Se as empresas começam a contratar menos pessoas para funções júnior/iniciantes porque parte dessas tarefas já pode ser automatizada, o impacto pode aparecer primeiro na experiência profissional inicial e só mais tarde nos números globais. É certo que há sempre o fator de adaptação. Mas resta saber se nos vamos adaptar antes que estas tecnologias nos substituam.

FERRAMENTA

MindStudio – Criar o teu próprio agente de IA sem saber programar

Há uma ideia muito comum quando se fala de agentes de IA:
que são coisas para developers.

Na prática, não precisa de ser assim.

A MindStudio foi criada precisamente para inverter essa lógica. Em vez de código, constróis agentes de IA de forma visual, ligando blocos e definindo instruções. Depois publicas e usas logo.

Para quem nunca criou um agente, aqui vai um exemplo simples:

Imagina que queres um assistente que:

  • lê emails longos

  • faz um resumo curto

  • e destaca decisões ou tarefas

No MindStudio podes montar isto em poucos passos:

  1. Criar um novo agente

  2. Definir a tarefa (ex: resumir emails)

  3. Adicionar o modelo de IA

  4. Escolher o formato da resposta

  5. Publicar

Em menos de meia hora tens algo funcional.

Outras coisas que podes criar

  • um agente que responde a FAQs do teu site

  • um assistente que analisa documentos

  • um sistema que transforma notas em conteúdo

  • um agente que organiza tarefas ou ideias

A diferença para ferramentas de automação clássicas é que aqui tens IA a raciocinar, não apenas fluxos rígidos.

Quando faz mais sentido usar

  • quando queres uma ferramenta feita exatamente para o teu caso

  • quando as automações tradicionais começam a ficar limitadas

  • quando queres testar ideias de produto rapidamente

Como começar

  1. Criar conta no MindStudio

  2. Escolher um template ou começar do zero

  3. Construir o agente visualmente

  4. Testar e publicar

Se quiseres aprender a construir agentes mais avançados, existe também o Bootcamp oficial da MindStudio, que não exige qualquer conhecimento prévio.

Os leitores da newsletter podem usar o código READYSETAI122 para 20% de desconto.

FERRAMENTAS QUE USO

Surfshark — VPN rápida e segura para navegação sem limites. [2 meses grátis + 79% off]

Beehiiv — Faz crescer a tua newsletter com referrals, páginas e analytics. [-20% nos 3 primeiros meses]

ManyChat — Automatiza WhatsApp/IG/FB e capta leads 24/7. [-30% por 3 meses]

Lovable — Cria websites/landing pages com IA em minutos, prontos a converter.

Se quiseres experimentar algo simples esta semana, faz isto:

Pensa numa tarefa que tens de fazer regularmente… e que evitas sempre que podes. Depois usa o prompt desta edição e deixa a IA ajudar-te a redesenhar essa tarefa.

Não precisa de ser perfeito.
Se apenas ficar um pouco mais rápido ou um pouco mais simples, já valeu a pena.

Até à próxima edição! E lembra-te, quando se trata de inteligência artificial, "AI é Fácil!”💡

Um abraço,

Tiago

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