Olá {{nome_leitor | apaixonado por IA}}!
Esta semana foi calma no mundo da IA. Poucos anúncios, poucas “novidades revolucionárias”. E sinceramente, ainda bem.
Quando o ritmo baixa, há tempo para falar do que realmente faz diferença no dia a dia. Um problema que quase toda a gente sente… mas poucos sabem resolver.
O ChatGPT concorda contigo em tudo. Mesmo quando estás errado. Mesmo quando a ideia é fraca. Mesmo quando estás a contradizer-te.
Hoje vamos resolver isso.
TUTORIAIS E PROMPTS
Como impedir o ChatGPT de concordar contigo automaticamente
Vamos transformar o ChatGPT num parceiro de pensamento, não num “yes-man”.
Se já usaste o ChatGPT para:
validar ideias,
tomar decisões,
pensar estratégias,
ou resolver problemas,
então já reparaste nisto.
Dizes algo e ele concorda. Mudaste de opinião? Ele concorda outra vez.
Não é inteligência. É só simpatia.
Porque é que isto acontece
O ChatGPT foi treinado para ser:
educado,
não confrontacional,
seguro,
agradável.
Isto é óptimo para evitar conflitos. É péssimo para pensamento crítico.
Sem instruções claras, o modelo assume que o teu objectivo é ser validado, não desafiado.
E aqui está o ponto-chave:
isto não se resolve com melhores prompts. Resolve-se com comportamento.
A solução: Instruções personalizadas
Em vez de pedires “sê crítico” em cada conversa, ensina o ChatGPT a comportar-se assim sempre.
Passos
Abre as Definições do ChatGPT
Vai a Personalização → Instruções personalizadas
No campo sobre o estilo e atitude do ChatGPT, cola o texto abaixo
Sê directo e honesto.
Não concordes comigo por defeito.
Quando estiver errado, diz-me imediatamente e explica porquê.
Questiona pressupostos fracos.
Aponta alternativas melhores quando existirem.
Evita validação vazia ou frases só para agradar.
Prioriza clareza, utilidade e precisão acima de simpatia.Antes:
“Boa ideia! Isso faz sentido e pode resultar se…”Depois:
“Isto tem um problema aqui. Estás a assumir X sem dados. Uma abordagem melhor seria Y.”Não é rude. É útil.
E, mais importante, poupa-te tempo. Deixas de construir ideias em cima de bases fracas sem perceber.
Quando usar este modo (e quando não)
Funciona muito bem para:
decisões importantes,
planeamento,
escrita,
estratégia,
aprendizagem.
Não é ideal para:
brainstorms livres,
escrita criativa inicial,
conversas mais exploratórias.
Podes sempre ajustar depois. Nada disto é permanente ou rígido.
Dica extra: se queres que haja separação, usa os Projetos!
ÚLTIMAS DE IA
A Manus juntou-se à Meta para levar agentes autónomos de uso geral para produtos usados diariamente por milhares de milhões de pessoas e empresas.
Porque importa:
A Meta encurta vários anos no desenvolvimento de agentes que executam tarefas completas, em vez de apenas responderem a prompts.
Empresas passam a ter acesso a agentes capazes de pesquisa, análise e até código, integrados em ferramentas que já usam no dia a dia.
Opinião: este movimento mostra uma mudança clara de prioridade. A Meta não está apenas a experimentar agentes. Está a comprar a concorrência.
Quando agentes deixam de viver em plataformas “para curiosos” e passam a estar embutidos em produtos de massa como a Meta, a barreira de adoção desaparece. Não por ter a melhor IA. Mas por ser onde todos estamos diariamente.
Ilya Sutskever defende que a inteligência artificial está a entrar numa nova fase. Menos espetáculo, mais impacto real. O foco passa de modelos cada vez mais poderosos para sistemas bem pensados, pessoas capacitadas e escolhas conscientes sobre como usar a tecnologia.
Porque importa:
A verdadeira vantagem já não está em ter o modelo mais forte, mas em usar a IA para ampliar pessoas, não para as substituir cegamente.
O próximo salto não vem de demos isoladas que impressionam no Twitter, mas de sistemas de agentes bem orquestrados a resolver problemas concretos.
Opinião: esta leitura pode ser desconfortável para muita gente. Obriga a admitir que a fase “wow” está a acabar. Em 2026, a pergunta deixa de ser “qual é o melhor modelo?” e passa a ser “o que é que eu consigo fazer, de forma consistente, com o que já existe?”. Quem souber responder a isto, está num bom caminho para este ano.
A DeepSeek publicou um novo método de treino que permite criar modelos maiores e mais capazes sem perder estabilidade e sem fazer os custos dispararem. A proposta foca-se em melhorar a forma como os modelos partilham e organizam informação internamente durante o treino.
Porque importa:
Mostra que IA melhor não depende apenas de mais computação. A engenharia do treino continua a ser uma enorme potencial oportunidade.
Laboratórios com menos acesso a chips topo de gama podem contornar limitações técnicas e competir com gigantes como a OpenAI ou a Google.
Reduz a ideia de que só quem tem mais GPUs consegue avançar de forma significativa.
Opinião: este tipo de avanço é menos vistoso do que um novo chatbot, mas provavelmente mais importante a longo prazo. A corrida da IA começa a ser também sobre quem pensa melhor o problema, não apenas quem tem mais dinheiro para o resolver à força bruta. O facto de a China partilhar investigação crítica deste nível mostra confiança e ambição. Não é apenas competir. É mostrar também que são uma potência da IA.
FERRAMENTA
NotebookLM – Uma das melhores ferramentas de IA… que quase ninguém está a usar
O NotebookLM é, sem exagero, uma das ferramentas mais úteis que a Google lançou nos últimos anos para pensar, estudar e trabalhar com informação. Ainda assim, continua a ser usada por uma minoria muito pequena de utilizadores, apesar de estar disponível gratuitamente.
Estimativas partilhadas por analistas e criadores que acompanham o ecossistema Google apontam que menos de 5 % dos utilizadores ativos de ferramentas de produtividade da Google usam regularmente o NotebookLM. E isso é surpreendente, tendo em conta o que ele faz.
O que torna o NotebookLM tão especial
Trabalha apenas com os teus documentos: PDFs, Google Docs, notas, artigos, apontamentos. Não “inventa”, nem mistura com dados externos.
Resume, explica, cruza ideias e responde a perguntas com base nas tuas fontes.
É perfeito para estudo, planeamento, investigação, escrita e organização de ideias complexas.
Funciona como um “segundo cérebro”, mas com IA que sabe exatamente de onde vem cada resposta.
Porque quase ninguém usa (ainda)
Não tem marketing agressivo.
Não aparece destacado nos produtos Google mais populares.
Não é “barulhento” como chatbots genéricos.
Mas é precisamente isso que o torna uma vantagem competitiva: quem o usa bem, pensa melhor e perde menos tempo.
Porque encaixa tão bem em 2026
Se o teu objetivo para o novo ano é mais clareza, menos distrações e decisões melhores, o NotebookLM é uma ferramenta-chave. Não serve para fazer mais coisas. Serve para pensar melhor sobre as coisas certas.
FERRAMENTAS QUE USO
Surfshark — VPN rápida e segura para navegação sem limites. [2 meses grátis + 79% off]
Beehiiv — Faz crescer a tua newsletter com referrals, páginas e analytics. [-20% nos 3 primeiros meses]
ManyChat — Automatiza WhatsApp/IG/FB e capta leads 24/7. [-30% por 3 meses]
HeyGen — Avatares e dublagem de vídeos em vários idiomas, em minutos.
Se o ChatGPT concorda sempre contigo, não te está a ajudar. Está só a ser educado.
Ensina-o a discordar.
Ensina-o a corrigir-te.
Ensina-o a pensar contigo.
Se esta edição te foi útil, encaminha-a para alguém que se queixa que “o ChatGPT só diz o que eu quero ouvir”.
Até à próxima edição! E lembra-te, quando se trata de inteligência artificial, "AI é Fácil!”💡
Um abraço,
Tiago

