Olá {{nome_leitor | apaixonado por IA}}!

Muita gente usa IA para escrever textos, responder a emails ou gerar ideias.
Mas ignora um dos sítios onde ela poupa mais tempo: o Excel.

E não estou a falar de coisas avançadas.
Estou a falar de algo tão simples como perceber para onde vai o teu dinheiro.

Nesta edição quero mostrar-te como uso IA para analisar despesas numa folha de Excel normal. E porque isto pode mudar a forma como olhas para qualquer tabela.

TUTORIAIS E PROMPTS

Usa IA para perceber onde gastas o teu dinheiro

Tenho uma folha de Excel com as minhas despesas. Funciona. Sempre funcionou.

Mas queria algo mais. Queria saber para onde ia o meu dinheiro. Quanto estou realmente a gastar em subscrições? Qual foi a categoria que mais cresceu este trimestre? Estou a gastar mais agora do que há 6 meses?

É aqui que comecei a usar IA como apoio.

Não para substituir o Excel. Mas para me ajudar a pensar melhor sobre os dados.

Uso um prompt simples, estruturado assim:

Quero que atues como especialista em Excel.

Tenho uma tabela com estas colunas:
- Data
- Descrição
- Categoria
- Valor
[PODES ACRESCENTAR AQUI COLUNAS DEPENDENDO DO QUE TENS]

O meu objetivo é:
1) Criar um resumo automático de despesas por categoria
2) Identificar a categoria com maior gasto total
3) Calcular a média mensal de despesas
4) Sugerir uma Tabela Dinâmica adequada

Mostra as fórmulas exactas em português e explica passo a passo.

O que interessa aqui é isto:

  • Definir claramente as colunas

  • Dizer exactamente o que quero descobrir

  • Obrigar a mostrar fórmulas concretas

A IA devolve funções como SOMASE, SOMASES, MÉDIASE, estrutura de Tabela Dinâmica e explica onde colocar cada coisa.

Em vez de andar a testar fórmulas até acertar, tenho um ponto de partida sólido em segundos. E depois há outro nível.

O Claude tem integração direta no Excel. Funciona como uma barra lateral onde podes conversar com a tua própria folha de cálculo.

Ele consegue:

  • Ler as células e fórmulas da folha

  • Explicar erros como #REF! ou #VALOR!

  • Sugerir alterações sem quebrar dependências

  • Responder com referências às células usadas

Ou seja, não é copiar e colar dados para fora. É trabalhar em cima do ficheiro diretamente.

Na prática, isto permite fazer perguntas do género:

  • “Qual a categoria com maior crescimento nos últimos 3 meses?”

  • “Existe algum valor fora do padrão?”

  • “Quanto representam as subscrições no total anual?”

E obter resposta com contexto.

Eu uso isto para analisar despesas pessoais. Mas pode ser aplicado a quase tudo:

  • Receita mensal de um negócio

  • Número de sessões por tipo de lesão numa clínica

  • Dados de abertura e cliques da newsletter

  • Comparação de crescimento entre meses

O Excel não mudou. Mudou a forma como o usas. E para melhor.

ÚLTIMAS DE IA

A Google anunciou o Gemini 3.1 Pro, uma atualização do seu modelo base focada em raciocínio avançado e resolução de problemas complexos.
O modelo começa agora a ser disponibilizado em pré-visualização para developers via Gemini API e Google AI Studio, para empresas através do Vertex AI e Gemini Enterprise, e para consumidores na app Gemini e no NotebookLM.

Porque importa

  • Salto no raciocínio central: no benchmark ARC-AGI-2, que mede capacidade de resolver padrões lógicos inéditos, o 3.1 Pro alcançou 77,1%, mais do dobro do desempenho do Gemini 3 Pro.

  • Integração ampla: chega simultaneamente a developers, empresas e utilizadores finais, o que indica confiança na maturidade do modelo.

  • Passo intermédio antes de lançamento geral: está em preview, o que sugere que a Google ainda pretende validar desempenho em cenários reais antes de disponibilização completa.

Opinião: o Gemini 3.1 Pro parece menos um “novo produto” e mais uma atualização estrutural da inteligência base da plataforma.
Ao reforçar o raciocínio central, a Google está a apostar que melhorias profundas. E surpreenderam me pelo lançamento em tantos produtos. Particularmente o Notebook, que é o meu produto favorito da Google. Tenho de testar para comparar os resultados!

A Anthropic, criadora do Claude, está sob pressão após relatos de que os seus sistemas poderão ter sido usados numa operação relacionada com a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Embora não esteja claro como o modelo foi utilizado, o United States Department of Defense confirmou que está a rever a sua relação com a empresa. A Anthropic tem um contrato com o governo norte-americano que pode chegar aos 200 milhões de dólares.

Porque importa

  • Conflito entre princípios e contratos: a Anthropic tem afirmado publicamente que não permite o uso dos seus modelos em armas autónomas letais ou vigilância doméstica.

  • Pressão para remover “guardrails”: documentos recentes do Departamento da Defesa indicam que futuros contratos poderão exigir menos restrições específicas impostas pelas empresas.

  • Parceria sensível com a Palantir: a integração do Claude em ambientes classificados ocorre através da Palantir, um dos principais fornecedores tecnológicos do setor militar.

Opinião: este caso vai além de um possível desacordo operacional.
Mostra a tensão crescente entre a ambição estratégica dos governos e as promessas públicas de segurança feitas pelas empresas de IA.
À medida que os modelos se tornam mais capazes e mais integrados em infraestruturas críticas, os limites não serão apenas técnicos. Serão políticos e éticos. E apenas o futuro vai mostrar para onde vão pender.

O criador do OpenClaw, o agente open-source mais comentado do último mês, anunciou que vai integrar a OpenAI para trabalhar na missão de “levar agentes a toda a gente”.

Ao mesmo tempo, garantiu que o OpenClaw não será fechado nem absorvido. O projeto será transferido para uma fundação independente e continuará open-source, com foco em liberdade, controlo de dados e suporte a múltiplos modelos.

Porque importa

  • Da comunidade para o laboratório de fronteira: um dos rostos mais visíveis do movimento open-source de agentes passa agora a trabalhar diretamente num dos maiores laboratórios de IA.

  • Mudança de escala: o autor reconhece que levar agentes a utilizadores comuns exige acesso a modelos de ponta, investigação avançada e infra-estrutura robusta.

  • Separação entre visão e empresa: em vez de transformar o OpenClaw numa startup, optou por juntar-se a uma estrutura maior e manter o projeto aberto via fundação.

Opinião: o movimento open-source ajudou a acelerar o entusiasmo em torno dos agentes, mas a construção de agentes realmente acessíveis e seguros pode exigir recursos que só os grandes laboratórios têm neste momento. Como já viste, não só não é fácil, como não é 100% seguro usar o OpenClaw (já para não falar no custo). Mas quando bem usado é incrível! Por isso, tornar esta tecnologia autónoma mais acessível a todos (falo de facilidade, não custo), é sem dúvida um ponto que pode definir o grande vencedor do ano.

FERRAMENTA

HeyGen (e a nova HeyGen Academy)

A HeyGen é uma das ferramentas que mais fáceis para criar vídeos “cara na câmara” sem gravar nada. Basicamente, crias um avatar, escreves o guião e ele fala por ti. Com lip-sync bastante convincente e possibilidade de traduzir para outras línguas.

Agora lançaram uma novidade interessante: a HeyGen Academy.

O que é a HeyGen Academy?

É um centro de aprendizagem oficial da própria HeyGen.

A ideia é simples. Em vez de andares perdido entre vídeos soltos no YouTube ou documentação espalhada, tens tudo organizado num só sítio.

Está dividida em quatro áreas:

  • Getting Started
    Ideal para quem nunca usou a plataforma. Inclui visão geral e os diferentes caminhos para criar vídeos.

  • HeyGen for Business
    Focado em equipas e empresas. Fala de funcionalidades como gestão de workspace, interatividade e integração com contextos mais corporativos.

  • Playbooks
    Guias práticos para objetivos específicos. Por exemplo: agências, L&D, marketers, criadores de conhecimento.

  • Products and Features
    Tutoriais detalhados sobre cada ferramenta. Avatares, vozes, guionismo, AI Studio, etc.

Para quem faz sentido

  • Criadores que querem publicar vídeo com consistência.

  • Empresas que precisam de vídeos internos, formação ou atualizações.

Casos de uso práticos

Na prática, podes usar HeyGen para:

  • Atualizações semanais sem teres de gravar sempre.

  • Vídeos explicativos para cursos ou produtos.

  • Tradução de vídeos para outras línguas com lip-sync ajustado.

  • Conteúdo para redes sociais sem depender de câmara, luz e microfone.

E agora, com a Academy, consegues perceber melhor como estruturar estes fluxos, em vez de só “experimentar”.

Como começar

  1. Criar conta na HeyGen.

  2. Escolher um avatar ou criar o teu.

  3. Seguir a secção “Getting Started” da Academy e criar o primeiro vídeo simples.

  4. Depois explorar os Playbooks conforme o teu objetivo.

Se queres testar, podes ver aqui.

Transparência: é link afiliado. Eu uso a ferramenta e recomendo quando faz sentido para quem quer escalar vídeo sem gravar sempre.

Se vídeo faz parte da tua estratégia, a Academy é um bom ponto de entrada para usar a HeyGen com mais intenção e menos tentativa-erro.

FERRAMENTAS QUE USO

Surfshark — VPN rápida e segura para navegação sem limites. [2 meses grátis + 79% off]

Beehiiv — Faz crescer a tua newsletter com referrals, páginas e analytics. [-20% nos 3 primeiros meses]

ManyChat — Automatiza WhatsApp/IG/FB e capta leads 24/7. [-30% por 3 meses]

Se tens uma folha de Excel com dados que olhas mas não exploras a fundo, experimenta fazer uma coisa simples esta semana.

Escolhe uma pergunta concreta sobre os teus dados.
E pede ajuda à IA para responder com fórmulas claras e explicadas.

Depois diz-me: fez diferença ou não?

Até à próxima edição! E lembra-te, quando se trata de inteligência artificial, "AI é Fácil!”💡

Um abraço,

Tiago

Responder

Avatar

or to participate

Recomendados