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Se usas sempre o mesmo chatbot para tudo, não estás sozinho. É provavelmente o erro mais comum que vejo.
E não, não tem nada a ver com “não saber usar IA”.

A verdade é simples: ChatGPT, Claude e Gemini não pensam da mesma forma. Foram treinados de maneira diferente e isso nota-se muito nas tarefas do dia-a-dia.

No vídeo que publiquei este fim de semana falei dos usos mais óbvios de cada chatbot. Escrita, marketing, código, brainstorm.

Aqui quero ir um pouco mais fundo.

Há tarefas do dia-a-dia. Na faculdade. No trabalho. Em negócios.
Onde escolher o modelo certo poupa horas e muda mesmo a qualidade do resultado.

Se ainda não viste o vídeo, deixo o link aqui para contexto.
Nesta edição não vou me repetir. Vou focar-me em três tarefas menos faladas, mas muito comuns.

Vamos a isso.

TUTORIAIS E PROMPTS

Como escolher o modelo que usar?

O erro de base: tratar todos os modelos como se fossem iguais

Usar sempre o mesmo chatbot é como usar a mesma chave de fendas para tudo.
Dá para desenrascar, mas raramente é a melhor opção.

Cada modelo tem pontos fortes muito claros. Quando jogas a favor disso, o resultado muda bastante.

1) Preparar uma apresentação (faculdade ou trabalho)

Hoje, quase todos os modelos têm funções de deep research.
Mas não fazem todas o mesmo trabalho da mesma forma.

Quando a tarefa envolve:

  • ler vários documentos,

  • cruzar fontes,

  • organizar ideias,

  • e só depois transformar isso numa apresentação,

o modelo que se destaca é o Claude 4.5.

Porquê:

  • Aguenta volumes muito grandes de informação sem se perder.

  • Mantém coerência ao longo de toda a pesquisa.

  • Sintetiza múltiplas fontes de forma estruturada e lógica.

  • Ajuda primeiro a pensar. Só depois a cria a apresentação.

O erro comum aqui é pedir logo “faz-me os slides”. Na prática, os melhores resultados vêm quando usas a IA primeiro como investigador, não como faz tudo.

2) Analisar um Excel com contexto de documentos

Este é um cenário muito real em trabalho e negócios.

Tens:

  • uma folha de Excel ou CSV,

  • emails, relatórios ou notas,

  • e precisas de perceber o que os números significam.

Aqui, o modelo mais forte é o ChatGPT 5.2.

Porquê:

  • Consegue analisar dados tabulares com rigor.

  • Executa cálculos de forma fiável.

  • Cruza números com texto e contexto.

  • Consegue explicar conclusões em linguagem normal, com lógica.

Ou seja, não fica só no “o que aconteceu”. Ajuda no “porque aconteceu” e “o que fazer a seguir”.

Se a tua análise depende de números correctos + interpretação, este é o modelo certo.

3) Aprender algo do zero

Aprender com IA não é só pedir uma explicação.

Quando estás a começar do zero, precisas de:

  • progressão clara,

  • exemplos,

  • explicações adaptadas ao teu nível,

  • e paciência.

Aqui, o modelo que melhor funciona é o ChatGPT 5.2.

Porquê:

  • Explica passo a passo sem assumir conhecimento prévio.

  • Dá exemplos antes de complicar.

  • Ajusta o nível quando fazes perguntas mais básicas.

  • Funciona muito bem como tutor.

O Gemini 3 também é interessante neste cenário, sobretudo quando queres aprender com apoio visual ou materiais longos, mas em texto puro e progressão pedagógica, o ChatGPT continua a ser o mais consistente.

Resumindo

Não escolhas um chatbot.
Escolhe o tipo de esforço mental que a tarefa exige:

  • pesquisa profunda → Claude 4.5

  • análise de dados com contexto → ChatGPT 5.2

  • aprender do zero → ChatGPT 5.2

Quando fazes isso, a IA deixa de ser tentativa e erro e passa a ser uma ferramenta de trabalho a sério.

E a minha dica é a seguinte: dependendo do que queres fazer, podes juntar os modelos! Se o teu objetivo implica várias tarefas, então usar vários modelos pode potenciar o teu resultado! Numa próxima edição, podemos explorar um caso prático que uso com frequência, para perceberes melhor estes processos.

ÚLTIMAS DE IA

A Anthropic lançou o Cowork, uma nova forma de trabalhar com o Claude que vai além da conversa tradicional.
Disponível em research preview para subscritores Claude Max no macOS, o Cowork dá ao Claude acesso controlado a pastas locais, permitindo ler, editar e criar ficheiros de forma autónoma.

Porque importa

  • Agentes para pessoas não técnicas: funcionalidades antes reservadas ao Claude Code chegam agora a utilizadores sem programação.

  • Ações reais: organizar ficheiros, gerar folhas de cálculo, criar relatórios ou apresentações a partir de material disperso.

  • Uma nova forma de interagir: funciona como deixar tarefas a um colega, em vez de ser como trocar mensagens.

Opinião: o mais engraçado é que o Cowork é uma resposta da Anthropic ao uso que o Claude Code estava a ter, por pate de não programadores. Que não era esperado. O que é certo, é que o caminho da automatização com IA está cada vez mais fácil para não técnicos. Como tu e eu. E isso é excelente! Podes entrar em waitlist aqui.

A Google anunciou um conjunto de novas tecnologias para preparar o retalho para uma era de compras orientadas por agentes de IA. O destaque vai para o Universal Commerce Protocol (UCP), um novo standard aberto que permite a agentes de IA descobrir, comparar, comprar e gerir o pós-venda em diferentes plataformas, sem integrações feitas à medida. Será integrado em experiências de compra no Google Search (AI Mode) e na app Gemini.

Porque importa

  • Compras passam a ser feitas por agentes: a IA não só recomenda produtos como pode concluir o checkout por ti.

  • Checkout dentro da pesquisa: os utilizadores podem comprar enquanto pesquisam, sem sair do Google.

  • Novos “vendedores virtuais”: o Business Agent permite às marcas falar com clientes através de agentes com voz própria, directamente na pesquisa.

Opinião: Isto é algo que não contava tão cedo. Apesar da OpenAi já ter avançado (sem grande sucesso), não esperava que este fosse o passo da Google. resta saber se será algo que vai inovar mesmo ou mais um produto que vai ficar apenas a “ocupar espaço” nos nossos telemóveis.

A equipa da Cursor partilhou resultados de experiências com coding agents a correr de forma autónoma durante semanas.
Em alguns testes, centenas de agentes trabalharam em paralelo no mesmo código-base, escrevendo mais de um milhão de linhas de código e coordenando tarefas complexas como criar um web browser de raiz.

Porque importa

  • Escala sem precedentes: nunca tantos agentes trabalharam num ficheiro ou função ao mesmo tempo, a manter projectos inteiros activos durante semanas.

  • Coordenação é mais importante que “inteligência”: o maior desafio não foi o código, mas como evitar bloqueios, conflitos e trabalho redundante entre agentes.

  • Hierarquia funciona melhor que caos: separar agentes em planners (planeamento) e workers (execução) revelou-se muito mais eficaz do que agentes “iguais” a tentar decidir tudo.

Opinião: Este tipo de experiência mostra que o futuro do agentic coding não passa por um agente super-inteligente, mas por sistemas bem desenhados. O que se pensarmos bem, já o que acontece com os programadores humanos. E se estes padrões se tornarem estáveis, o papel das equipas de engenharia pode mudar mais depressa do que muitos esperam.

FERRAMENTA

Auto-Subs (legendas automáticas)

O Auto-Subs é um fluxo simples para criar legendas automáticas para vídeos, com bom controlo do resultado final.

E mesmo que não edites no DaVinci Resolve, dá na mesma: editas no teu programa habitual e, no fim, importas o vídeo para o DaVinci só para gerar e exportar legendas.

Porque é útil

  • Poupa-te imenso tempo a fazer legendas “à mão”.

  • Dá-te um ficheiro de legendas (ou vídeo legendado) pronto a publicar.

  • É daqueles passos que aumentam retenção, sem complicar o processo.

Como usar (passo a passo)

Passo 1: Exporta o vídeo do teu editor normal

Passo 2: Importa para o DaVinci Resolve

Passo 3: Gera as legendas automáticas

Eu, neste momento, estou a usar nos meus vídeos e escolho o modelo mocho (Whisper Medium). Tenho tido resultados muito bons, quase sem precisar de corrigir. Atenção, o modelo vai depender da GPU e RAM do teu PC.

Passo 4: Revê o mínimo indispensável

Passo 5: Exportar

No fundo, esta ferramenta serve para uma coisa simples:
transformar um passo chato e demorado (ou pago) em algo quase automático, sem mudares o teu fluxo de edição.

Editas onde quiseres, importas no fim, geras legendas e segues com a tua vida.

FERRAMENTAS QUE USO

Surfshark — VPN rápida e segura para navegação sem limites. [2 meses grátis + 79% off]

Beehiiv — Faz crescer a tua newsletter com referrals, páginas e analytics. [-20% nos 3 primeiros meses]

Lovable — Cria websites/landing pages com IA em minutos, prontos a converter.

Se há uma ideia para levares desta edição, é esta:
usar IA não é saber um prompt melhor. É escolher a ferramenta certa para o tipo de trabalho que tens à frente.

Quando fazes isso, deixas de andar a ajustar respostas à força e começas a usar a IA como apoio real ao estudo e ao trabalho.

👉 Se ainda não viste o vídeo que deu origem a esta edição, tens o link aqui. Vale a pena para fechar o mapa completo.

Até à próxima edição! E lembra-te, quando se trata de inteligência artificial, "AI é Fácil!”💡

Um abraço,

Tiago

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